Princípios fundamentais para a aplicação do capital

A necessidade de adotar critérios específicos para se escolher quais projetos de investimento devem ser selecionados, vem do fato de que os recursos de capital disponíveis nas empresas estão cada vez mais escassos e as alternativas de investimento são ilimitadas. Por isso, as decisões sobre as alternativas de investimentos têm que ser tomadas em bases racionais. A análise sistemática dos projetos de investimento será o instrumental para garantir uma alocação eficiente dos recursos disponíveis, fornecendo critérios que permitam escolher, entre as várias alternativas, aquelas que maximizem o valor da empresa para seus acionistas. Essa análise quantitativa tem como base os princípios qualitativos descritos abaixo, denominados de Princípios Básicos para a Aplicação do Capital.

1.º princípio: Determinar as alternativas viáveis

O investimento num equipamento que custa R$ 100.000,00 não é uma alternativa viável se não for possível obter recursos para levar o projeto adiante. Uma alternativa de investimento pode ser inviável também devido a considerações tecnológicas ou ambientais. Então, o primeiro passo é:

* verificar se há recursos disponíveis e suficientes para a alternativa;

* verificar as condições técnicas, ambientais e legais para a implantação da alternativa.

2.º princípio: Converter os resultados das alternativas para um denominador comum

Unidade de referência: valor monetário.

3.º Princípio: Somente as diferenças entre alternativas são relevantes

Conseqüências futuras e custos passados comuns a todas as alternativas não são levadas em conta no estudo de viabilidade de alternativas.

 

4.º Princípio: O valor do dinheiro no tempo deve ser considerado sempre

Um capital tem custo ao longo do tempo e só podemos comparar valores monetários se eles estiverem na mesma data. Daí a importância das técnicas da Matemática Financeira na Engenharia Econômica.

5.º Princípio: Decisões separáveis devem ser tomadas isoladamente

Para facilitar o estudo devemos separar as decisões, como por exemplo, podemos decidir separadamente entre o tipo de equipamento a ser adquirido e o tipo de financiamento para adquiri-lo.

6.º Princípio: Considerar a incerteza associada às previsões

O estudo de viabilidade é feito através de previsões de entrada e saída de caixa que podem ser diferentes do resultado real. Devemos sempre analisar a viabilidade de cada alternativa fazendo pequenas alterações nas previsões, através de simulações. Isto é o que denominamos de análise da sensibilidade da alternativa de investimento.

 

7.º Princípio: Levar em conta também os efeitos não monetários da alternativa

Existem vantagens que não podem ser colocadas em unidade de moeda, mas que tenham valor não monetário, tais como: aumento da satisfação de clientes e colaboradores, ocupação de espaço de modo a evitar penetração da concorrência etc. As vantagens desse tipo devem ser claramente identificadas e levadas em conta na tomada de decisão.

8.º Princípio: A eficácia dos procedimentos depende de sua implantação em todos os níveis gerenciais da empresa

As decisões que afetam o fluxo de caixa das alternativas geralmente são tomadas em vários níveis da empresa, sendo fundamental que representantes de todos os níveis estejam envolvidos nas elaborações e nas tomadas de decisão.

9.º Princípio: As auditorias pós-decisão aperfeiçoam a qualidade das decisões

O acompanhamento dos dados projetados e a comparação com os resultados reais são muito importantes para melhorar, cada vez mais, a qualidade das previsões.

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